Digam: Porque há festa? Se em cada fresta Destas velhas paredes, Ainda rangem Murmúrios de sede, Lamentos de fome, E desesperos tesos... Ontem sonhei com teu beijo, E,nele, no sonho, O tempo pareceu congelado. Eram nossos corpos suados No mais rigoroso inverno Que se tem notícia. Sonheí com cada carícia Que me faziam teus cabelos. Sonhei com teus pelos, E com o gosto que me Deixavam na boca. Sonheí com aquela coisa louca De casar contigo Bem no meio do perigo, Desviando de balas perdidas, Desviando-nos Cada um de nossas vidas, Desviadas num casamento sem festa. Sim... Cada fresta destas velhas paredes, Testemunham a minha sede Por bebê-la... Bela, nua e crua. E essa alma tua Que meus sonhos nem sonham mais.
Como toda taurina dominada por Saturno (à revelia de um Vênus amoroso e sentimental) muitas vezes me vêem assim: obstinada, intransigente e fatalista. Mas isso é só uma faceta. Uma pequena, eu espero! Minha amiga astróloga diz que sou um tourinho teimoso e determinado!Acho que escrevo motivada por essa obstinação,escrevo como um fado,porque a palavra escrita é o signo que me marca,escrevo por necessidade,compulsão e absoluto egoísmo...
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